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Camaldolenses
Proposta Monástica
A atual presença do monaquismo camaldolense no Brasil, foi precedida há mais de um século (1899 – 1926), por uma fundação na Diocese de Caxias do Sul (RS). Ao longo de vinte e sete anos expressou grande vitalidade espiritual e pastoral, mas infelizmente não conseguiu permanecer por falta de condições na Casa mãe na Itália. Nossos amados monges sofreram na própria pele as contradições de uma visão teológica da vida espiritual estranha à mais autêntica tradição dos Padres da Igreja e do monaquismo, mas infelizmente dominante na Igreja do seu tempo. Esta visão separava contemplação e ação, ao restringir a contemplação a um exercício interior e espiritualista, atribuindo toda expressão de serviço ao evangelho aos “ordens apostólicos ativos”, como se costumava dizer .
Este esquema interpretativo não correspondia à própria tradição camaldolense, que desde seu início conhecia a comunhão entre vida solitária ou eremítica, vida comunitária e serviço ao evangelho. Por outro lado, a simplicidade de coração e a sensibilidade humana e espiritual empurravam os “camaldolenses brasileiros” a serem solidários com as necessidades dos pobres imigrantes italianos, enquanto procuravam, ao mesmo tempo, ficarem fiéis ao teor de vida monástica e contemplativa que tinham herdado do Sagrado Eremitério de Camáldoli.
Se as dificuldades práticas para conjugar as duas exigências constituíam um desafio cotidiano para os monge brancos de Nova Camáldoli (eremitério) e de Ana Rech (mosteiro da Santa Trindade), para os eremitas da Itália, a mesma tentativa dos brasileiros parecia como que uma traição da própria vocação camaldolense, assim como eles a conheciam no último século. A celebração do centenário da fundação do Mosteiro da Santa Trindade no mês de agosto 2007, tem demonstrado mais uma vez com grande surpresa, quão profundamente os camaldolenses brasileiros tinham conseguido penetrar na vida do povo riograndense que guarda, deles, até hoje, memória indelével e fecunda.
Nós, os camaldolenses do século 21, queremos guardar e atualizar a preciosa herança das mais antigas raízes de São Romualdo e a linfa vital que nos entregaram nossos queridos predecessores brasileiros. |
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